quinta-feira, 11 de março de 2021

Arquitetura Parasita: Quarta orientação

Na ultima orientação foi solicitado que eu apresentasse mais elementos para mostrar exatamente como seria a ideia, fiz alguns desenhos que mostravam melhor do que a maquete e com mais detalhes. 

O formato foi um problema para a orientação mas como tentativa final dessa ideia eu resolvi insistir pelo menos mais uma aula nele.


 

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2021

Análise Hertzberger do quarto para rua

 


Em meu quarto o espaço inibe a criatividade por ser todo pré-determinado, a parede em que fica a cabeceira da cama é a única possível para esse uso, a janela é muito ampla então nesta parede basicamente só cabe ela, de frente a janela tem um armário embutido que ocupa toda a parede, e a única disponível para outros usos fica minha escrivaninha que ocupa todo o lado do quarto. No capítulo sobre incentivos, Lições de Arquitetura, Hertzberger mostra como a arquitetura pode prover de incentivos no uso do espaço, no caso do meu quarto a falta dele prejudica seu potencial de uso. 

Quanto à privacidade em que se espera de um quarto individual, considero satisfatório sua posição em relação ao apartamento, localizado no final do corredor e nos fundos do apartamento é o quarto mais silencioso e mais isolado, a posição dele por si só sugere que a ocupação dele é mais privada do que o ambiente da sala que sugere o espaço mais público da casa.

A demarcação territorial do apartamento em um todo é bem definida e necessária, sendo uma família grande e recebendo constantemente parentes, a sala e a cozinha são espaços para socialização, enquanto o espaço do corredor até os quartos é inteiramente privado. Essa demarcação é sugerida em boa parte pela mudança do piso da sala para o corredor, a sala possui um piso branco mais formal, já no corredor a presença da madeira sugere um ambiente mais acolhedor. 

Dois detalhes interessantes é que um dos quartos onde deveria ter um armário embutido ficou apenas um vão na parede, esse quarto foi transformado em uma sala de TV por possibilitar o encaixe de um sofá neste vão. E o outro é a presença de uma varanda em formato de L no quarto de casal, em uma lateral foi empregado o uso de um varal para suprir a necessidade de um espaço com sol para secar as roupas. Ambos espaços foram interpretados de forma diferente para o qual foram projetados. Isso se deve ao Incentivo dado pela forma do espaço e sua polivalência. 

No ambiente da cozinha, a dimensão talvez tenha sido mal empregada, embora seja uma cozinha grande, sua disposição é pouco útil no uso. Em Lugar e Articulação, Hertzberger nos mostra os motivos de não se projetar um espaço maior que o necessário, O funcionamento prático do espaço fica prejudicado pelo fato do fogão estar localizado longe da pia, ou dos armários acompanharem a linha do teto e dos moradores precisarem de escada para alcançar quase todos os objetos guardados nele.

Na sala que usamos para receber pessoas, existe uma varanda que antes era aberta, o problema dessa varanda era que ela ficava constantemente exposta a chuva, então todos os objetos ou móveis que se encontravam nela eram danificados. Como em muitos apartamentos do conjunto de moradias de Bruno Taut citado no livro, a solução foi fechar essa varanda com grandes janelas, essa pequena alteração contribuiu no uso desse espaço.

Partindo agora para um ponto de vista do prédio em si e seus espaços, quero relacionar alguns pontos com a parte C do livro, o prédio possui 6 andares sendo 2 apartamentos por andar, é uma construção relativamente nova, apenas 10 anos. O hall do prédio é amplo, com um parapeito situado entre dois salões, embora esse parapeito pudesse ser considerado por Hertzberger como convidativo em alguma situação onde alguém está esperando outra pessoa descer, ele não passa essa sensação, os dois salões em que ele se situa estão completamente vazios e a parede é branca, é apenas um espaço com dimensões exageradas com um parapeito no centro e que as pessoas não sabem se podem ou não se sentar nele. Na Página 194, Hertzberger concluiu que o espaço deveria ser suficientemente pequeno para que possa ser usado e também suficientemente grande para que ofereça possibilidades. Esse espaço pouco convidativo sugere que seu uso deve ser apenas de passagem para o elevador e posteriormente para seu apartamento.

O acesso ao prédio e sua áreas de convivência se dá de forma pouco fluida, quase todas as divisões de áreas possuem uma porta que está sempre trancada, até mesmo o elevador tem chave e para se chegar até o salão de festas tem duas portas. É tudo tão limitado que os moradores não costumam se encontrar dentro do prédio. Curiosamente a fachada e a porta de entrada do edifício são de vidro, assim como em alguns exemplos em Visão ll, fornece ao morador um pouco da sensação de estar dentro e também fora.

A rua não funciona como um espaço de convivência, não tem muito tráfego de carro, porém notei que é uma rua de passagem para pedestres, não oferece formas receptivas, os pontos de ônibus existentes não receberam nem mesmo um banco. Não tem nenhuma estrutura onde as pessoas possam parar para conversar ou descansar. E assim é ao longo de 3 quarteirões até a contorno.

Por estar fora da avenida do contorno ou por ser uma área com muitos morros, os quarteirões não seguem o padrão de ordenamento existente dentro da avenida. São irregulares e de formatos diversificados.

Uma coisa interessante mencionada por Hertzberg foi as formas encontradas para transportar algum acúmulo de água de forma que não esconda esse fenômeno. Atrás do prédio existe uma escadaria de drenagem pluvial, obviamente ela foi planejada com o intuito de facilitar o escoamento da água em dias de chuva forte, porém, após a chuva ela transforma o ambiente com o som. Para os moradores que estão próximos dela, a sensação é que tem um rio ao lado ou atrás de sua casa. 


domingo, 21 de fevereiro de 2021

Objeto vestível: entrega final

Foram pelo menos 4 tentativas, escolhi essas 3 para mostrar como foi o processo, os objetos do espaço foram um desafio, e até eu explicar como funcionava o Fael (moço de amarelo) ficou bem confuso. No final deu tudo certo e nos encontramos no meio da trama.



 

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2021

OBJETO ESPAÇO-VESTÍVEL-DIALÓGICO PRÉ-ENTREGA

 Nesta pré-entrega fiz em escala menor para testar como funcionaria a passagem dos fios pelo ambiente da sala, o objetivo final seria em maior escala com mais fios traçados e pelo menos duas pessoas se relacionando com o espaço. usei os móveis do ambiente para prender os fios e deu certo, eles também foram usados como obstáculo, as vezes dificultando a passagem e as vezes facilitando para passar por cima das cordas. o fio que me liga nessa teia tem origem na maçaneta e vem se embolando nas cordas até estar preso em minha cintura, sua extremidade pode se ligar também em outra pessoa.